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olarinho feito à mão

Roberto Fonseca - O Estado de S.Paulo

A pilsen é o estilo mais apreciado pelos brasileiros
Marcelo Barabani/AE
A pilsen é o estilo mais apreciado pelos brasileiros

SÃO PAULO - 

Há dois anos e meio, reunir dez garrafas de cervejas artesanais brasileiras do mesmo estilo para uma degustação era algo impensável. À época, quando o ‘Paladar’ fez seu primeiro teste cervejeiro (com pilsens industrializadas), já havia um bom número de microcervejarias em funcionamento.

Hoje, elas são cerca de cem, mas a onda de produções começou mesmo em 2006. Poucos desses produtores artesanais já começaram a engarrafar suas cervejas, condição fundamental para que a bebida chegue aos bebedores de várias partes do país. Em bares e mercados, porém, é cada vez mais fácil encontrar marcas locais de qualidade e estilos diferentes. Chegou a hora de avaliá-las.

Nesta primeira degustação de artesanais, retornamos então à pilsen, estilo mais apreciado pelos brasileiros e o primeiro a reunir dez exemplares engarrafados entre as microcervejarias. A pilsen representa um duplo desafio para os produtores. De um lado, eles têm de lidar com um grande público acostumado a versões bastante suaves do estilo, produzidas pelas grandes indústrias. De outro, há a responsabilidade da comparação com os similares da Alemanha e, principalmente, da República Checa, referências na modalidade e consideravelmente mais amargos.

Mingus promove festival inspirado no chef Laurent Suaudeau
Publicado em 28.04.2008, às 13h50

Divulgação
Camarão glaceado ao perfume de maracujá e purê de abóbora é uma das pedidas do festival

Do JC OnLine

O restaurante Mingus realiza, desta segunda-feira ( 28 ) até sábado (3), apenas na hora do jantar, o festival gastronômico Novas Tendências. Quem assina o menu é o restaurateur Nicola Sultanum e o chef Beto Manoel, que toma conta da cozinha do estabelecimento há oito anos. A banda Concept Jazz Trio completa o clima do ambiente.

A idéia do festival surgiu quando Sultanum fez um curso com o chef francês radicado no Brasil Laurent Suaudeau. Linguado à moda do Chef Laurent com manteiga de salsinha e anchovas e tomate cereja e carré de cordeiro em crosta de ervas e chartreuse de feijão branco ao roti são algumas das opções de prato principal.

Para a sobremesa, há três sugestões: suflê de chocolate branco com calda inglesa de café e cardamomo, tarte tatin de abacaxi com sorvete de creme e risoto gelado de maçã e especiarias brulée.

SERVIÇO:
Festival Novas Tendências no Mingus
Endereço: Rua do Atlântico, 102, Boa Viagem
Telefone: ( 81 ) 3465.4000
Horários: de segunda a quinta a partir das 19h30 e sexta e sábado a partir das 20 horas

Recife pode não ter sido premiada com as praias mais bonitas entre as capitais do Nordeste – Boa Viagem é linda, mas urbana demais. Mas a capital pernambucana vingou-se com seus pratos. Junto com a vizinha Olinda, ela forma o maior pólo gastronômico da região, com opções que vão do trivial regional a premiadas alternativas ditas “contemporâneas”.
A tradição culinária é antiga: no Recife fica o mais antigo restaurante brasileiro em atividade, o Leite, aberto em 1882. O clima sóbrio, de espelhos, mármore e cadeiras de jacarandá, combina com a clientela, formada por políticos, executivos e celebridades – e alguns turistas, estupefatos com o cardápio.
A mistura das cozinhas portuguesa e nordestina encontrada no Leite ecoa em endereços mais novos, como o novo e elegante Portoferreiro, que tem no bacalhau e na cozinha do norte de Portugal sua maior inspiração. A carta de vinhos desse restaurante, com mais de 200 rótulos cuidadosamente selecionados, revela que a cidade está atingindo uma sofisticação gastronômica ímpar na região. Há pitadas de todo canto. Por exemplo: a nova gastronomia espanhola (aquela das espumas e texturas de Ferran Adrià) aparece no É, restaurante contemporâneo que mescla influências catalãs e toques orientais. Cozinhas clássicas? Procure os franceses Maison do Bomfim e Wiella Bistrô e o italiano Othello.

Mas Recife só pode ascender à categoria de novo pólo gastronômico porque sempre cultivou uma rica cozinha local. Do litoral, os peixes e os frutos do mar são a base de peixadas e moquecas com acompanhamentos típicos. Do interior, vêm os pratos com carne-de-sol, galinha de cabidela (cozida no próprio sangue), guaiamum com pirão, buchada, chambaril (carne da canela do boi cozida com legumes), paçoca de carneseca, cartola, bolo Sousa Leão e o bolo-de-rolo. Vale perguntar a um morador descompromissado – um funcionário do seu hotel, por exemplo – sua dica de melhor carne-de-sol da cidade para conhecer uma cozinha bem típica, provavelmente em ambiente simples. Ou partir logo para algo mais elaborado, como o Assucar, que serve uma carne-de-sol grelhada com farofa de jerimum em ambiente moderninho.
Para conhecer a mais surpreendente cozinha do Recife, no entanto, você tem de ir para Olinda. É lá que fica a Oficina do Sabor, do chef César Santos. Há catorze anos, ele resolveu dar vazão ao talento só conhecido pelos amigos e abriu um restaurante numa rua histórica da cidade, a do Amparo.
Quem provou seu jerimum recheado com creme de manga, o jerimum frevoé (com lagosta, camarões e maracujá) e o cabrito à caçadora, naquele ambiente colorido e premiado com uma brisa fresquinha, com certeza já voltou outras vezes. E quer sempre esticar sua estada no Recife, independentemente da beleza da praia ou da piscina do resort.

Slow Food Recife promove Tour Gastronômico

Contra a corrente da comida rápida e objetiva a organização ecogastronômica internacional Slow Food, com o apoio da prefeitura do Recife, promove no próximo sábado, 26, um tour gastronômico pelo Recife. A idéia é fazer um roteiro urbano por mercados e periferia do Recife onde os participantes poderão degustar, durante todo um dia, delícias “fora do eixo” de restaurantes mais caros.

O tour pelo Recife inaugura o Projeto “Nordeste, Brasil, brasileiro” que visita barracas, botecos, ou qualquer lugar que guarde e preserve as tradições alimentares do nordestino. Algo que vai além do preparo. A idéia é aprender a fazer queijo coalho, rapadura, a plantar o arroz vermelho, conhecer casas de farinha, a pesca do aratu, provar um alfenim, umbuzada ou um caruru.

SLOW FOOD – O Movimento Slow Food começou na Itália em 1986 e atualmente conta com mais de 83.000 membros em 122 países, e filiais na Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido formando um público expecilizado na qualidade dos alimentos e no sabor. No Recife, através do Convivium (Núcleo local do Slow Food), o movimento já está na ativa há sete meses e tem como objetivo principal preservar e mostrar o potencial gastronômico da cidade.

1º Roteiro do Projeto

Recife dos Mercados e dos Grandes Mestres da Cozinha Pernambucana

Primeira Parada – Café da manhã – Mercado da Encruzilhada – 7h-8:30h

Segunda Parada –Mercado da Boa Vista /Padaria Santa Cruz até Mercado de São José – (Rua Velha, Casa da Cultura, Restaurante Leite, Pátio de São Pedro) – 9:30h- 11:30h

Terceira Parada – Bar da Geralda (Morro da Conceição) e Almoço no Bar da Mira (Casa Amarela) – 12h – 15:30

Serviço: Roteiro Guiado,Micro-ônibus com ar-condicionado, café da manhã e almoço. Valor: R$ 28,50
Informações: Thiago das Chagas – 81.88514906/ recife@slowfoodbrasil.com

A arte de comer bem aliada ao teatro
Restaurante monta cardápio inspirado nas artes cênicas que mescla alta gastronomia e opções despojadas

Dirceu Alves Jr.

Basta circular entre as mesas do Teatrix, em São Paulo, para você se deparar com Bibi Ferreira, Antunes Filho e Tônia Carrero. Não são propriamente as atrizes ou o encenador que batem ponto – pelo menos, por enquanto – no restaurante localizado na região dos Jardins, mas cartazes, fotografias ou reproduções de ingressos que homenageiam ou referenciam ícones da cena brasileira. O Teatrix coloca em prática um projeto esboçado há cinco anos pelos empresários Luiz Moraes, Lalo Zanini e Mirella Caldeira, que, em parceria com o chef Zé Maria Meira, sonhavam com um restaurante que funcionasse ainda como espaço cênico e reunisse um público interessado em cultura.

O sonho está realizado. Em seu segundo andar, o Teatrix comporta uma sala de espetáculos com 66 lugares cuja programação privilegia a comédia. “O momento do País é a arte. As pessoas precisam esquecer do mundo, se desligar das notícias tristes e um espaço que proponha teatro, boa gastronomia e diversão é a melhor pedida”, afirma Zé Maria Meira, que projetou seu nome em casas como o Virô Bistrô e o Limone e começou a preparar o cardápio do restaurante três meses antes da inauguração, em janeiro. Afinal, o que interessa de fato em um restaurante é a comida. O Teatrix segue o caráter libertário e heterogêneo do teatro também em seus pratos. “Buscamos qualidade e despretensão”, diz o chef. Esta cozinha despretensiosa vai de um saboroso ovo mexido (R$ 16,60) até pratos mais refinados como “Carré de Cordeiro com Purê de Mandioquinha” (R$ 55,90) ou “Camarão ao Champagne com Arroz no Molho de Ervas” (R$ 49,90). “Queremos atender a todos os públicos, desde aqueles que admiravam as sofisticações do Limone até quem quer fazer um aquecimento antes da balada ou saiu de algum dos teatros da região e procura um bom jantar no início da madrugada”, afirma Meira. De olho no público GLS que circula pelos Jardins, o chef acaba de inserir no cardápio o “Ravióli do Orgulho” (R$ 24,50), que traz a massa recheada com mussarela de búfala e manjericão e colorida com corante comestível nos tons do arco-íris. “O importante é agregar arte à gastronomia. Não quero a desconstrução, não procuro mecanizar. Procuro valorizar a comida gostosa e pensada, no ponto certo, mas sem esquecer da criatividade”, afirma Meira, que antecipa que, nas próximas semanas, o Teatrix incluirá na carta de vinhos, já formada por aproximadamente 60 rótulos, um espumante com o próprio nome da casa.

O chef Zé Maria Meira oferece aos clientes do Teatrix desde um saboroso “OVO MEXIDO” (R$ 16,60) até opções mais refinadas como o “SALMÃO WASABI COM PURÊ FRANCÊS” (R$ 24,70). A arte ainda encontra espaço no “RAVIÓLI DO ORGULHO” (R$ 24,50), que homenageia o público GLS

» BARES E RESTAURANTES
Ninguém é autuado em blitz contra fumo
Publicado em 15.02.2008

No primeiro dia de ação para verificar o cumprimento da lei federal, em vigor desde terça-feira, 60 inspetores visitaram 40 estabelecimentos no Recife, entre a noite de ontem e a madrugada de hoje.

Até as 23h30 de ontem, nenhum estabelecimento comercial foi notificado no primeiro dia de fiscalização da Prefeitura do Recife, que está cumprindo a Lei Federal nº 9.294/96, que proíbe a prática do tabagismo em bares, boates, restaurantes e motéis. A legislação está em vigor na capital pernambucana desde a última terça-feira, mas a ação só começou ontem. Quarenta locais foram vistoriados por 60 inspetores da PCR e todos eles demonstraram respeitar a norma. A prefeitura fiscalizará, até a madrugada do domingo, mais de 100 lugares.

A diretora de Vigilância à Saúde da cidade, Adeílza Ferraz, no entanto, frisou que o trabalho de inspeção será contínuo. “Estamos apenas intensificando a fiscalização no fim de semana, porque é o começo de tudo. Mas as vistorias serão permanentes. Até agora, os estabelecimentos têm cumprido a determinação. Esperamos que continue assim”, ponderou ela.

De acordo com Adeílza, os estabelecimentos comerciais precisam criar espaços que funcionem como fumódromos, uma vez que os clientes não podem mais fumar nos bares e restaurantes. “Eles têm que providenciar uma área à parte, que não ofereça nenhum serviço e seja destinada apenas ao tabagismo. Queremos ambientes livres do fumo”, destacou a diretora.

Os locais que descumprirem a lei terão de pagar multa que varia entre R$ 40 e R$ 400 mil, além de ser alvo de processo administrativo que pode culminar com a interdição do estabelecimento.

O Jardins Bar e Restaurante, em Boa Viagem, na Zona Sul, foi um dos lugares visitados pela equipe de fiscalização. Com cartazes afixados na parede explicando a legislação em vigor, o local já proíbe o tabagismo. “Nossos funcionários foram capacitados a orientar os clientes que, para fumar, eles têm que se retirar e depois voltar à casa. Mas estamos com um projeto de construir um fumódromo. Já temos área reservada”, disse o gerente Marcelo Lopes.

O representante comercial mineiro Aldemar Júnior, 26 anos, aprovou a medida. “Eu não fumo e me sinto incomodado com quem fuma. Lá em Minas Gerais não tem isso. Pernambuco devia servir de exemplo.”

A advogada carioca Paula Vianna, 44, jantava com a família no Restaurante Chez Georges, no Beach Class Suítes, quando foi surpreendida pela fiscalização, que também não encontrou problemas no estabelecimento. “Quem quiser se envenenar, que o faça longe de quem não fuma. É uma questão de saúde”, comentou Paula.

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